Planta caseira causa morte de criança de 5 anos

Esteban, de apenas 5 anos, brincava dentro de sua casa em Rolândia-Pr, quando se sentiu mal e procurou a sua mãe, que pensou que com algumas carícias acalmaria o pequeno.

Algumas horas depois, o desconforto agravou-se, obstruindo parcialmente a sua respiração. Foi quando a mãe dele decidiu chamar uma ambulância para levá-lo para o hospital.

Angustiada, a mulher não entendia o que se passava, até que o médico saiu para lhe dar as más notícias: o seu filho tinha morrido por intoxicação.

O médico pediu à mãe para fazer um teste de sangue para analisá-la e determinar a causa da sua morte. No seu sangue encontraram uma toxina potente chamada oxalato de cálcio, que se encontra na planta amoena (comigo ninguém pode).

Foi assim que a mãe descobriu que o esteban morreu por comer a folha de uma planta que achava inofensiva. Esta planta, cabe ressaltar, é muito usada para decorar o interior das casas em todo o mundo.

O nome da planta comigo-ninguém-pode já dá uma prévia sobre as características dela. Apesar de ser uma das principais causadoras de intoxicações, ela é amplamente utilizada como uma planta ornamental em casas.

Quais os efeitos dessa planta?

A Dieffenbachia, ou comigo-ninguém-pode, também é conhecida em alguns países como Dumb Cane (Cana muda). Esse nome foi atribuído por causa de sua toxina, que quando ingerida pode fazer com que a língua, boca e garganta inchem, paralisando as cordas vocais e tirando sua voz.

Essa planta tem o mesmo efeito em cães e gatos, e ela também pode causar reações alérgicas por meio de contato com os olhos e a pele.

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde, alguns dos sintomas reconhecidos pela intoxicação com a comigo-ninguém-pode são ardência e inchaço na boca, língua e garganta, vômito, diarreia, dor nos olhos e danos à córnea.

A comigo-ninguém-pode pode matar?

Sim. Em caso de ingestão dessa planta, o inchaço da garganta pode obstruir o sistema respiratório e levar à óbito. Casos como esse já foram relatados no Brasil e mostram a importância de se buscar apoio médico imediatamente após o consumo.

Dieffenbachia é uma planta herbácea perene com caule reto, folhas simples e alternadas contendo manchas brancas e manchas, tornando-se atraente como folhagem interna.

Espécies deste gênero são populares como houseplants por causa de sua tolerância à sombra. Seus nomes ingleses, bengalês e língua da sogra (também usados para espécies de Sansevieria) referem-se ao efeito envenenador dos raphides, que podem causar incapacidade temporária para falar.

Dieffenbachia foi nomeada por Heinrich Wilhelm Schott, diretor do Jardim Botânico de Viena, para homenagear seu jardineiro-chefe Joseph Dieffenbach (1796–1863).

Em uma pesquisa que começou em 1998, pesquisadores da Costa Rica notaram que o sapo veneno de morango Oophaga pumilio depositou quase todos (89%) de seus girinos nas axilas das folhas de Dieffenbachia.

Como resultado, a população de rãs flutuou com a abundância de Dieffenbachia, especialmente na floresta secundária. A maioria das plantas foram erradicadas até 2012, quando os pesquisadores voltaram para a mesma área, com apenas 28% do número de plantas remanescentes em 2002.

Os pesquisadores concluíram que a razão para o rápido declínio na Dieffenbachia foi devido ao aumento da abundância do cateto Pecari tajacu na área de pesquisa da Estação Biológica de La Selva; um pequeno animal parecido com porco que se alimenta de Dieffenbachia e outras plantas.

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